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 As Brincas são uma forma de teatro tradicional que sobrevive em comunidades rurais de Évora que as têm como marca identitária. Diferenciam-se de outras práticas teatrais tradicionais pela renovação e criação de textos dramatúrgicos. Anualmente cada grupo decide se representa um texto que já está na sua posse (e que já foi representado no passado do grupo) ou se encomenda uma nova peça a um dramaturgo local. Estes textos respeitam uma estrutura que é ditada pelos momentos ritualizados do espetáculo (comuns a todas as representações de todos os grupos) e uma forma (são escritos em décimas) mas gozam de inteira liberdade criativa no tema e no tratamento do mesmo.
É esta vivência comunitária, em Portugal, de teatro tradicional com dramaturgia própria e em renovação que queremos divulgar através desta edição digital das Brincas.
O vídeo é essencial nesta edição para demonstrar a ritualização desta prática que vai da entoação ao uso do espaço cénico passando pela relação com o público e com os representantes comunitários locais.
As práticas teatrais tradicionais despertam o interesse da comunidade criativa que ao longo das ultimas décadas as tem estudado e reutilizado nas artes cénicas e performativas, tal como nas práticas educativas em diversas vertentes e contextos.
No âmbito do projeto MEMORIAMEDIA estamos a dedicar recursos humanos e técnicos à pesquisa e inventariação de práticas performativas comunitárias em Portugal. Das entrevistas e gravações efetuadas a praticantes e detentores destas artes ressalta o envolvimento social transversal, a reafirmação de fatores identitários da comunidade, a noção de participar em algo maior e mais antigo, algo que não pode morrer e que deve ser passado à geração seguinte. Esta profunda integração social de manifestações teatrais é uma das poucas explicações para a resiliência e momentos de esplendor do teatro (todo o teatro) ao longo dos séculos.